quinta-feira, Fevereiro 23

Eutanásia na Holanda


Como curiosidade, ao falar deste tema não podiamos deixar de referir no caso da Holanda. No final do ano de 1990 surgiu a ideia de legalização da eutanasia na Holanda. A aceitação desta pratica entrou em vigor em 2002, como sendo o único pais onde a pratica da eutanasia é legal.
Contudo da informação que conhecemos acerca deste assunto a preocupação neste pais pelos doentes por parte da classe médica baixou de uma forma alarmante, de modo que se considera que é mais facil terminar com a vida do doente, inclusivamente sem o consultar, como sendo a opção mais conveniente!
Para saber mais acerca deste assunto aqui deixamos o site onde fala da situação da Holanda!...
http://eutanasia.no.sapo.pt/situacaonaholanda.htm

terça-feira, Fevereiro 21

"Mar Adentro"



Na aula de ética com o professor Almerindo Domingues vimos este filme "Mar Adentro" que também já passou no cinema mas infelizmente não tive a possibilidade de o ir ver.
É um filme biográfico sobre Ramón Sampedro (o homem que esteve mais de 30 anos numa cama e que queria morrer porque era tetraplegico e não conseguia aceitar aquela situação). Esta história foi falada na imprensa, na TV, em documentários, em debates, sempre com a eutanásia como pano de fundo.
Ao longo de todo o filme, a minha opinião ficou balançada acerca deste assunto. Acho que apesar de Ramón Sampedro ter justificado no filme a sua atitude e ter dito «a vida é minha e eu faço o que me der na cabeça com ela!», nunca devemos aceitar esta justificação, acho que devemos fazer tudo por tudo para que a pessoa se sinta, apesar das circunstâncias e do desespero, uma PESSOA, ajudando-a a descobrir o lado bom da vida...o amor, a amizade, a familia, os filhos...tudo isso é importante mostrar que apesar de estar incapaz de satisfazer as suas necessidades básicas sozinho existem varias pessoas ao seu redor que dependem dele...era o caso da "Rosa" que estabeleceu uma relação tão forte de amizade que recorria sempre a Ramón nos momentos mais dificeis da sua vida para este a ajudar e desabafar.
O filme é MUITO BOM!!!Na minha opinião, aconselho a todos que se interessaram por este tema a ver este filme!!! Vai favorecer muitas opiniões ja formadas e reavivar a discussão deste tema.

Reflexões

“Viver é um direito não uma obrigação” (Ramon Sampedro no filme Mar Adentro)

“Pior do que a morte de um filho, é ter um filho que deseja a morte” (Pai de Ramon Sampedro no filme Mar Adentro)

“A vida assim não é digna...o corpo é o meu bem mais precioso”

domingo, Fevereiro 19

Enfermagem e eutanásia


Um doente em estado terminal, tem necessidades aumentadas em relação aos cuidados de conforto que promovam a qualidade de vida física, intelectual e emocional sem descurar a vertente familiar e social. Porém, o enfermeiro, ao deparar-se com situações limite experencia sentimentos de impotência perante a realidade. A situação agrava-se se o doente exprimir o desejo de interromper a sua vida. Como agir perante o princípio de autonomia do doente? Como agir perante o direito de viver? Perante este quadro, com o qual nos poderemos deparar um dia, há que ter um profundo conhecimento das competências, obrigações e direitos profissionais, de forma a respeitar e proteger a vida como um direito fundamental das pessoas.

Eutanásia na perspectiva do doente

As pessoas com doença crónica e, portanto, incurável, ou em estado terminal, têm naturalmente momentos de desespero, momentos de um sofrimento físico e psíquico muito intenso, mas também têm momentos em que vivem a alegria e a felicidade. Estas pessoas lutam dia após dia para viverem um só segundo mais. Nem sempre um Ser Humano com uma determinada patologia quer morrer “porque não tem cura”! Muitas vezes acontece o contrário, tentam lutar contra a Morte.Por outro lado, em alguns casos surgem os doentes que realmente estão cansados de viver, que não aguentam mais sentirem-se um fardo, ou sentirem-se sozinhos, apenas acompanhados de um enorme sofrimento de ordem física, psíquica ou social. Uma pessoa cuja existência deixou de lhe fazer sentido sofre, no seu íntimo, e muitas vezes isolada no seu mundo interior; sente que paga a cada segundo que passa uma pena demasiadamente pesada pelo simples facto de existir.

sexta-feira, Fevereiro 17

Argumentos a favor da eutanásia

Os indivíduos acreditam que esta seja uma escolha de modo a evitar a dor e o sofrimento de pessoas que se encontram sem qualidade de vida ou em fase terminal. Trata-se de uma escolha consciente e informada que reflecte o fim de uma vida em que quem morre não perde o poder de ser digno até ao fim.
A escolha da morte não poderá ser irreflectida, pois as componentes biológicas, culturais, sociais, económicas e psíquicas deverão ser avaliadas e pensadas de forma a assegurar a verdadeira autonomia do indivíduo, embora alheio de influências exteriores à sua vontade, e se certifique a impossibilidade de arrependimento.
O Homem tem necessidade de satisfazer as necessidades mais básicas, contudo o medo de ficar só, de ser um “estorvo”, a revolta e a vontade de dizer não ao novo estatuto e como Ramon Sampedro refere, no filme Mar Adentro, “a vida assim não é digna para mim” leva a conduzir o indivíduo a pedir o direito a morrer com dignidade e a afirmar que “viver é um direito não uma obrigação” (Ramon Sampedro). Tem-se entendido a morte com dignidade como, morrer com conforto físico, emocional, psicológico e espiritual, fornecido por profissionais de saúde competentes em conjunção com familiares e se possível viver os seus últimos dias em casa.

Argumentos contra a eutanásia

Os cuidados paliativos o tratamento da dor e sofrimento humano são a alternativa à eutanásia.
A legalização da eutanásia poderia ser aplicada de uma forma abusiva, tendo como consequência a morte sem o consentimento das pessoas em causa.
A dificuldade de muitas vezes prever o tempo de vida que resta ao doente, bem como a existência da possibilidade de o prognóstico médico estar errado o que levaria à prática de mortes precoces e sem sentido.
A possibilidade que existe de o utente se sentir menos seguro no que respeita ao tratamento, devido ao seu médico já ter praticado a eutanásia, levaria a que a relação médico/utente viesse a ser afectada de uma forma negativa.
O juramento de Hipócrates que obriga o médico a não provocar danos no utente seria violado ao ajudar alguém a apressar a vinda da morte o que poderia causar transtornos a nível psicológico nos médicos.
No que respeita à família, os familiares ou herdeiros poderiam agir com interesse financeiro e recomendar ou mesmo incentivar a eutanásia.
Em termos de crenças as grandes religiões tais como a Católica afirma que a vida provém de Deus e só a Ele lhe compete tirá-la, levando a que muitas das pessoas crentes rejeitem por completo a prática da eutanásia.

Razões que levam a pessoa a pedir a eutanásia

· Sofrimento – a dor e sintomas físicos que se tornam intoleráveis provocam no doente um desespero para o qual a morte parece ser a única saída. Quando a pessoa tem sofrimento, este ocupa o campo da consciência e orienta o foco de atenção para este aspecto. A pessoa concentra-se de tal forma no sofrimento que só deseja morrer.
· Perda do interesse e prazer de viver - por exemplo, os tetraplégicos não tem doença que os mate mas a falta de mobilidade impede-os de desempenhar o seu papel social, individual, social, …
· Falta de projetos de vida /falta de esperança – doenças terminais ou crónicas, em que não há hipótese de cura ou tratamento fazem com que a pessoa perca a esperança e a vontade de continuar a viver.

Distanásia

A Distanásia visa prolongar a vida a todo o custo, utilizando todos os meios possíveis com o único objectivo de prolongar a vida. Consiste em atrasar o mais possível a morte mesmo que não haja esperança de cura e que o individuo se encontre em grande sofrimento .A morte é inevitável mas tenta-se atrasa-la horas ou dias mesmo que o individuo esteja em condições deploráveis.

Eutanásia


A Eutanásia é um método ou acto destinado a pôr fim ao sofrimento e à vida provocando uma morte sem dor. Há diversos tipos de eutanásia: activa (conta com uma série de acções que têm por objectivo pôr termo à vida, na medida em que é planeada e negociada entre o doente e o profissional que vai levar a termo o acto) e passiva (são cessadas todas e quaisquer acções que tenham por fim prolongar a vida do doente)

Breve história sobre a Eutanásia

“A eutanásia não é um fenómeno recente, acompanha a humanidade desde o seu início. Na antiguidade diversos povos, como os celtas por exemplo, tinham por hábito que os filhos matassem os seus pais quando estes estivessem velhos e doentes. Na Índia os doentes incuráveis eram levados até á beira do rio Ganges, onde tinham as suas narinas e a boca obstruída com barro, uma vez feito isto eram atirados ao rio para morrerem. Na própria bíblia evoca a eutanásia, no segundo livro do Samuel, um relato em que o Rei Saúl, gravemente ferido por soldados inimigos, implora ao seu pajem que lhe ponha termo á vida…" http://pt.wikipedia.org/wiki/Eutan%C3%A1sia#Perspectiva_Hist.C3.B3rica

quarta-feira, Fevereiro 8

Introdução

No âmbito da unidade curricular de Técnicas de Comunicação do curso de Enfermagem do Instituto Superior de Saúde do Alto Ave foi-nos proposta a elaboração de um trabalho para o qual resolvemos fazer este blog, onde iremos colocar toda a informação que nos parece mais pertinente acerca do tema eutanásia e distanásia, as nossas opiniões, imagens....espero que gostem!!!